Origem do nome da Rua Amadeu Toniasso
O nome da rua homenageia Amadeu Toniasso.
Amadeu Toniasso, filho de Mathias Toniasso e Malvina da Rosa Toniasso, era natural de Santa Maria onde viveu toda a sua vida na localidade da Palma e nasceu no dia 29 de junho de 1921.
Ainda jovem ele sofreu com problemas de saúde, tendo recebido a ajuda de um de seus irmãos, o Sady. Na época namorava Diamantina da Silva a qual teria deixado por acreditar que lhe restaria poucos anos de vida. Procurou em vários locais de Santa Maria e região ajuda, sem obter sucesso, recorreu à ajuda de uma mulher curandeiro que morava no Itararé, que na época – lá pelos anos 1950 – era uma área com grande densidade de mata. Com essa mulher do Itararé ele conseguiu a cura.
Após ter superado essa parte difícil de sua vida, aprendeu a fazer trabalhos em corda por um tempo com o padrasto de Diamantina e ganhou para comprar as coisas para casar com a então Diamantina da Silva que o tivera esperado apesar do ocorrido.
Com a sua vida estabelecida, Amadeu passa a se dedicar a agricultura, lavrando com arado a boi, praticava a agricultura familiar e vendia o excedente da produção. Amadeu trabalha como agricultor vários anos, mas acaba ficando endividado devido à instabilidade na agricultura. Retornando a realizar trabalhos com corda, Amadeu conseguiu quitar as dívidas.
O “Seu Coque”, como era conhecido pela comunidade da Palma, passou, portanto, a se dedicar a trabalhos com corda. Seu trabalho em corda era artesanal, o “Seu Coque” fazia desde estaquear o couro do gado em uma espécie de grade de taquara, pelava o couro usando cinzas para falquejar com sua talhadeira de madeira, e, com o couro o Sr. Amadeu fazia relhos e acessórios de montaria em geral. Amadeu era muito conhecido na região pelo seu trabalho ímpar e, certamente inúmeras pessoas que usavam o cavalo na lida do campo, embora não o tenha conhecido pessoalmente, conheceram alguns dos seus trabalhos em couro. Amadeu, após se aposentar, continua fazendo serviços com corda como passatempo e também para gerar uma renda extra.
Amadeu Toniasso e Diamantina da Silva Toniasso tiveram 6 filhos. A primeira faleceu ainda criança numa queda de raio que atingiu várias pessoas na venda do Sr. Carlos Alberto Cioccari próximo à Capela de Santa Terezinha (lá por 1950) em dia de vacinação, como consta em artigo do Jornal A Razão da época. Diamantina, com a queda do raio tinha que se deslocar até o Arroio do Só para poder apanhar um trem até a cidade para ir ao hospital e Amadeu sempre a acompanhava. Diamantina ficou com o corpo marcado devido às queimaduras do raio. Antes de completar os 60 anos (52 exatamente), Amadeu Toniasso fica viúvo. Amadeu e seus filhos (na adolescência ou no início da fase adulta) se ajudam e tocam a vida pra frente e superam a perda da esposa e mãe.
Amadeu Toniasso era uma pessoa séria e de princípios que valorizava muito sua família. Morou praticamente toda a sua vida numa propriedade com saída para esta rua sendo um dos primeiros moradores dessa região da Palma e presenciou a formação da hoje mais populosa área do distrito da Palma. Amadeu Toniasso merece dar nome a rua onde viveu a sua vida principalmente pela pessoa que era e por ter realizado um trabalho ímpar típico do legitimo gaúcho que ele também era, pois, a bombacha o acompanhava nas lidas do dia-a-dia.
(Texto de Anderson Denílson Stersi Toniazo)